terça-feira, abril 12, 2005

 

Cantar faz bem à saúde?!

Pensa-se que existe uma relação positiva entre o cantar, o bem-estar e o sistema imunitário. Tendo em atenção o ditado popular “Quem canta seu mal espanta” agora para além de espantar os males vai fortalecer o sistema imunitário, como tal será um comportamento que visa a promoção da saúde.
Segundo um estudo realizado na Alemanha um grupo de cientistas da Universidade de Frankfurt, realizaram um estudo a um grupo de coristas amadores da referida cidade e publicado no “Journal Behavioral Medicine”, os quais chegaram à conclusão de que cantar faz bem à saúde, uma vez que fortalece o sistema imunitário.
O estudo baseia-se no seguinte:
- Os médicos analisaram os valores de sangue dos coristas, (60 minutos antes e após), do ensaio a cantar a ópera "Réquiem" de Mozart, e constataram que durante a interpretação, a concentração de imunoglobina A (hormona do sistema imunitário) e de cortisol (hormona contra o stress) aumentavam;- após uma semana de testes, os membros do coro ouviram a gravação de Mozart, sem cantarem e os valores de sangue já estavam normalizados. O melhor é começarmos a cantar!!!!
 

Pé de atleta, uma infecção que chega com o verão.

O pé de atleta é muito comum. Ocorre principalmente entre os rapazes e os homens adultos e pouco nas mulheres e crianças com menos de 12 anos.
Pode tratar-se facilmente, mas também pode mostrar-se extremamente resistente ao tratamento.
Pé de atleta é um termo que se generalizou para classificar uma infecção por fungos localizada nos pés. O termo científico é tinea pedis.
Os fungos que provocam a enfermidade são germes vivos, como pequenas plantas, que crescem e se multiplicam em todos os seres humanos. Na verdade, um grande número de pessoas pode ter estes fungos na sua pele. Mas se as condições não forem as mais propícias, o pé de atleta não se desenvolve.Uma vez que a infecção tende para nunca ocorrer em pessoas que andam habitualmente descalças, parece poder concluir-se que o suor, a humidade e uma deficiente ventilação dos pés criam as condições para o desenvolvimento dos fungos. Ou seja, o Verão pode estar associado ao pé de atleta.Uma doença dos balneários?Os fungos que provocam o pé de atleta concentram-se muitas vezes em locais húmidos e abafados. Tornou-se vulgar, por este motivo, associar a infecção à frequência de balneários. A crença comum é que o pé de atleta é altamente contagioso e que é possível contraí-lo ao caminhar descalço numa sala da banho.Mas a verdade é que os pés suados ou mal enxutos após a natação ou o banho têm as suas responsabilidades no desenvolvimento da infecção.É frequente que um membro da família sofra de pé de atleta sem que os restantes familiares que vivem na mesma casa sejam afectados. Isto demonstra que o fungo precisa de condições propícias para se desenvolver.Escamas, fendas e bolhas.
O é de atleta afecta as pessoas de formas muito diversificadas. Em certos casos, a pele entre os dedos dos pés pode apresentar um aspecto avermelhado e escamoso, acompanhado por fendas. Noutras pessoas, para além do tom avermelhado, a infecção pode manifestar-se sob a forma de bolhas na pele.Estas manifestações associadas ao pé de atleta são muitas vezes acompanhadas por comichões, por vezes muito intensas.
Existem ainda outras manifestações da enfermidade como infecções nas unhas dos pés que, quando ocorrem, mostram-se quase sempre mais difíceis de tratar. Estas infecções podem conduzir ao enfraquecimento das unhas e, por vezes, resultam na sua queda total.Mas nem todas as fendas e rachas que surgem na pele dos pés se devem ao pé de atleta. Antes de iniciar um tratamento, é conveniente consultar um médico que aconselhará a terapêutica mais conveniente. Recorrer a um medicamento disponível sem receita médica pode servir apenas para piorar a situação. Mas convém não perder tempo porque se o pé de atleta não for tratado, pode evoluir para situações mais complicadas.Tratar a tempoDiagnosticado o fungo, o tratamento deve iniciar-se imediatamente. Nos casos mais simples, bastará usar cremes antifúngicos, que podem aliviar os sintomas com grande rapidez. Nos casos mais complicados, será possivelmente necessário o uso de meias absorventes antes da aplicação dos cremes antifúngicos. Se o pé de atleta se mostrar renitente, poderá ser recomendável o recurso a antifúngicos administrados por via oral.As infecções nas unhas são mais problemáticas. As investigações científicas continuam em curso para que se encontrem os métodos mais eficientes para o tratamento eficaz das infecções fúngicas nas unhas dos pés.É extremamente importante que a pessoa atingida nunca interrompa os tratamentos prescritos e tome todos os medicamentos. Embora a pele possa parecer melhor, a infecção pode ainda manter-se durante algum tempo e reaparecer se o tratamento for suspenso.Manter pés saudáveis.
Existem algumas regras simples que podem contribuir para evitar o pé de atleta:
- Lave os pés diariamente
- Seque-os cuidadosamente, em especial entre os dedos
- Evite sapatos muito fechados ou quentes, especialmente durante o Verão. As sandálias são uma boa solução de calçado para o tempo quente
- Use meias de algodão e mude-as diariamente. Não use meias de materiais sintéticos porque contribuem para manter os pés húmidos
Se possível, ande descalço em casa
- Durante o Verão, polvilhe os sapatos com pós antifúngicos.

Fonte:http://saude.sapo.pt/gH1/116784.html
 

Especialização dos Enfermeiros

A especialização dos enfermeiros está a ser um problema ao qual não se pode ficar indiferente, pois enquanto que os licenciados em medicina ganham um vencimento para se especializarem; os licenciados em enfermagem, pagam 250€/mês à escola que lhes proporciona um curso sem título.
Numa primeira perspectiva parece um problema de menor importância, não obstante, trata-se de preparar os enfermeiros para um exercício mais profundo de certas áreas da Enfermagem.

Tal como está a ser encarado e tratado o problema da especialização, parece um capricho dos enfermeiros, como tal que paguem e bem os seus caprichos.

Desde longa data que se defende uma especialização para os enfermeiros em serviços. O interesse da especialização não é tanto dos enfermeiros como das várias instituições, como acontece com outros profissionais. Então passa-se a questionar, por que estranho desígnio os enfermeiros hão-de ser considerados milionários para pagar chorudas propinas na sua especialização?
Quem precisa de parteiras são os hospitais públicos, logo não faz sentido que sejam os enfermeiros a pagar, no ensino público, metade do seu vencimento mensal, do qual nunca mais será indemnizado. Pelo exposto concordo com a ideia exposto pelo sindicato dos enfermeiros, pois é na que mais se adapta uma equidade a que os enfermeiros têm direito, pois não são menos que os outros para serem considerados tão depreciativamente pelas escolas de Enfermagem e pela Ordem os Enfermeiros.

 

Antibióticos podem prevenir Enfartes

Estudos recentes realizados por Dr. Paul Latão e sua equipa, do Majestoso Vitórias Hospital em Montreal, concluem que os antibióticos (principalmente Penicilina) prescritos em situações clínicas de infecções respiratórias, em particular as pneumonias, podem ser utilizados como meio de prevenção de enfartes.
Estes relacionaram os utentes que tiveram um enfarte e lhes foram administrados os antibióticos, e os utentes que apesar de terem antecedentes de enfarte, não lhes foram administrados antibióticos. Chegaram à seguinte conclusão:
- os utentes aos quais se tinham administrado antibióticos, no ano anterior, tiveram menos 20% de probabilidades de terem um enfarte em comparação com os utentes que não foi administrado;
- 47% dos pacientes que tinham tomado penicilina tiveram menos probabilidade de ter um enfarte do que os restantes pacientes.
Desta forma, encontra-se em estudo a possibilidade destes tipos de antibióticos serem utilizados como forma de prevenção dos enfartes!?

 

Sinta o prazer de uma vida sem tabaco



Se é fumador, a melhor opção que pode fazer pela sua Saúde é deixar de fumar.
Nunca é tarde para deixar de fumar . Conheça os ganhos reais para a sua Saúde.


Benefícios Imediatos
- Pense no que pode poupar por cada mês
- Vai ter mais dinheiro para gastar, por exemplo, na mensalidade de um ginásio.
- Os seus cabelos, a pele, as mãos e, principalmente, o seu hálito vão ficar mais frescos e saudáveis. A sua roupa também tem muito a ganhar: vê-se livre dos odores provocados pelo tabaco.
- Sinta uma melhoria gradual do tom e aspecto da pele e retarde o aparecimento de rugas na face.


Maior Sensação de Energia
- Decorridas apenas 8 horas, após deixar de fumar, os níveis de monóxido de
carbono no seu organismo baixam e os níveis de oxigénio no sangue aumentam.
- Após 72 horas, a sua capacidade pulmonar aumenta e a respiração torna-se mais fácil. A tosse matutina vai diminuindo, sentindo-se com mais energia para realizar as actividades de que mais gosta.


Coração mais Saudável
Em apenas 20 minutos, a sua tensão arterial e o pulso começam a normalizar.
O risco de enfarte do miocárdio começa a diminuir, sentindo uma melhoria gradual da resistência física. Decorrido um ano, o risco de enfarte reduz-se para metade do verificado nos fumadores.

Beneficios para toda a vida

Parar de fumar diminuio risco de morte prematura. As pessoas que deixam de fumar vivem em média mais 10 anos, quando comparadas com aquelas que continuam a fumar.

- Um ex-fumador reduz para metade o risco de sofrer uma doença cardiovascular, em comparação com o verificado nas pessoas que continuaram a fumar. Após 5 a 15 anos, o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) iguala o dos não-fumadores.
- O risco de cancro e de doenças respiratórias começa também a diminuir a partir do momento em que se para de fumar:
- Após 5 anos de abstinência do tabaco, o risco de cancro da boca e do esófago diminui para metade, continuando a diminuir a partir daí.
- Após 10 anos, o risco de cancro do pulmão diminui para metade do verificado em fumadores. O risco de cancro em outras localizações regista também uma diminuição.

Benefícios para os que o rodeiam
O tabagismo é um factor de risco não só para o próprio fumador, mas também para todos os que vivem em ambientes poluídos pelo fumo do tabaco (fumadores passivos).

- Pessoas não fumadoras que se encontram expostas de forma contínua ao fumo do tabaco ( p. ex: domicílios, locais de trabalho, bares, discotecas,...) apresentam um risco acrescido de contrair cancro do pulmão, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias.
- As crianças filhas de pais fumadores, estão mais sujeitas a problemas respiratórios e do ouvido médio e ao agravamento das crises de asma.


Alguns Aspectos Importantes Importantes
- O fumo do tabaco contém mais de 4000 substâncias químicas com efeitos tóxicos e irritantes, incluindo, entre outras, a nicotina, o alcatrão, o monóxido de carbono, a acetona e a amónia.
- No fumo de tabaco foram identificadas mais de 50 substâncias com efeitos cancerígenos. Entre estas, constam o benzeno, o benzopireno, o arsénico, o cádmio, o níquel, o chumbo e o metano.
- Fumar reduz a sua esperança de vida em cerca de 10 anos.


Faça algo pela Saúde, deixe de fumar…


segunda-feira, abril 11, 2005

 

Especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria

Foi publicado no passado dia 1 de Abril de 2005 no DR Nº 64 - I série, o plano de estudos do curso de pós-licenciatura de especialização em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria. Brevemente divulgarão o edital de abertura do respectivo concurso de admissão e prevê-se a sua abertura no início do próximo ano lectivo.

Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus

morada: Largo do Senhor da Pobreza - 7000-811 Évora
telef: 266730300
fax: 266730350
email: esesjd@uevora.pt
webmaster: hrosado@uevora.pt
gabinete de Informática: giesesjd@uevora.pt
 

Enfermeiros Sem Fronteiras

Os enfermeiros desenvolveram um Centro de Documentação e Informação que permite trocar conhecimentos por todo o país e com o resto do mundo este resulta do projecto comunitário "Enfermagem Sem Fronteiras". Também o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses se interessou pela ideia e criou uma rede de comunicação que se amplia a todo o país. Esta vai permitir a estes profissionais a rápida propagação de informação e um acesso mais facil as inovaçoes nesta area no nosso pais, e ao resto do mundo através da Internet e estará a funcionar já a partir deste mês. Trata-se de uma revolução de formação profissional relacionada com as novas tecnologia.
 

Concursos: SUB-REGIÃO DE SAÚDE DA GUARDA

AVISO N.º 3578/2005 - CONCURSO N.º 8/2005 - DR II S N.º 67 de 6 de Abril de 2005 - Interno geral de ingresso para Enfermeiro de nível 1 para provimento de 22 lugares pelo prazo de 15 dias úteis a contar da data de publicação em DR.

O concurso é válido para estas vagas extinguindo-se com o seu preenchimento.

(Informação recolhida de Sindicatos dos Enfermeiros do Centro)

quinta-feira, abril 07, 2005

 

Eutanásia



Viver, um Direito ou uma Obrigação?

domingo, abril 03, 2005

 

Faltam enfermeiros nos serviços de Obstétricia

Os serviços de obstetrícia e ginecologia dos hospitais portugueses estão à beira de uma situação de ruptura.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Ginecologia (SPOG), Carlos Santos Jorge, fala numa situação «dramática». Faltam médicos e enfermeiros especializados e o maior problema é assegurar as urgências.

Várias unidades de todo o País contactadas pelo DN falam em graves carências de recursos humanos e dificuldades em assegurar a permanência de uma equipa 24 horas por dia. A situação só não é mais grave porque os profissionais acabam por fazer mais horas de urgência do que aquelas que lhes são exigidas por lei, adiantam os vários responsáveis pelas unidades hospitalares.

Santos Jorge denuncia uma situação ainda «mais grave»: «Uma grande parte do guarnecimento das urgências é feita por internos, ainda que mais diferenciados, e não por especialistas.» Por outro lado, explica ainda o presidente da SPOG, muitos médicos acabam a fazer urgências de 24 horas duas a três vezes por semana, «com uma óbvia diminuição da capacidade de atendimento e da qualidade do serviço prestado».

Para resolver esta realidade é «urgente a abertura de vagas para novos internos, de acordo com a planificação dos serviços». Infelizmente, assinala Santos Jorge, o rácio que o Ministério da Saúde (MS) tem feito «não tem a ver com o que os hospitais entendem ser necessário ou com a sua capacidade de formar». Por isso, «o MS tem que se assumir como responsável», diz.

A curto prazo só há um caminho: «Concentrar os serviços de obstetrícia», defende o mesmo médico. Isto significa fechar unidades em hospitais, mas tem faltado «coragem, porque acarreta um risco político muito grande». Há demasiada «dispersão de recursos», uma concentração planeada poderia evitar situações actuais onde, num raio de 50 quilómetros, «existem quatro ou cinco serviços de obstetrícia».

ENFERMEIROS. Se há problemas em encontrar médicos, no campo da enfermagem a situação está também a agudizar-se. Há já alguns anos que as escolas não abrem cursos de especialização para obstetrícia e ginecologia. Primeiro, foi por questões de legislação, mas agora é por não haver autorização ministerial.

«Estamos preocupadíssimos com a situação», afirma Mariana Diniz, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, sentimento que manifestaram já ao ministro da Ciência e do Ensino Superior, Pedro Lynce.Desde Setembro que a OE tem pressionado o ministério, pois sente que «houve uma diminuição na qualidade dos cuidados».

Segundo refere Mariana Diniz, a assistência em salas de partos tem sido assegurada com recurso a profissionais generalistas, quando a norma deveria ser a prestação de cuidados especializados por enfermeiras-parteiras. Em Portugal, assinala a bastonária Mariana Diniz, «não temos enfermeiros especializados suficientes» e essa é uma realidade que «não podemos permitir».

Assim, e para dar cumprimento às directivas comunitárias, «é absolutamente necessário formar profissionais especializados, porque não estamos a defender os cuidados de saúde materna e infantil».

Elsa Costa e Silva
Eduarda Bernardo

terça-feira, março 15, 2005

 

Enfermagem merece respeito

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O Enfermeiro tem uma profissão que assenta essencialmente na colectividade e na saúde do ser humano, e deve ter sempre presente dignidade, humildade, competência e responsabilidade. Deve actuar na prevenção e recuperação da saúde tendo sempre assente a ética legal. As suas intervenções devem ir sempre de encontro a satisfazer as necessidade da saúde da população.
A Enfermagem requer assim respeito, conscialização por parte da população, visto serem considerados a quinta maior força de trabalho na saúde a nivel mundial. Esta conquista foi graças ao esforço de profissionais competentes, sacrificios, horas de sono perdidas, cursos de actualização, especialização, mestrado, doutoramento entre outras.
Podemos então afirmar que a Enfermagem conquistou um trajecto glorioso e reconhecimento mundial. Embora muita gente desprovida de conhecimento não lhe atribua o devido valor pois pensam tratar-se apenas de uma valorização pessoal e não tem noçaõ que é uma actividade voltada para o cuidar.
 

A violência contra os Profissionais de Saúde no local de Trabalho


A violência contra os Profissionais de Saúde no local de Trabalho.
No dia 11 de Novembro de 2004 a Ordem dos Médicos realizou um Seminário com o tema "Violência contra os profissionais de saúde no local de trabalho". Para a sua realização, recorreram a estudos que indicam que metade dos profissionais já sofreu actos violentos no desempenho das suas funções.
No evento foram apresentados estudos que mostram que 50% dos profissionais foram alvo de actos violentos nos últimos 12 meses, aumentando este valor para 60% quando o local de trabalho é o centro de saúde, o que, segundo André Biscaia, da organização, tem "consequências importantíssimas na qualidade assistencial". O médico diz, ainda, em declarações à Lusa, que os profissionais que sofreram actos violentos sofreram mais de uma vez, e estes têm mais ausências no serviço.
Qualquer Profissional de Saúde que no decorrer das suas funções profissionais é alvo de uma agressão física por parte dos utentes, vai ficar perturbado psicológicamente, fazendo com que os cuidados passem a ser prestados de uma forma menos eficaz.
Os Enfermeiros, como sendo um dos profissionais de saúde que está mais vezes em contacto com os utentes, são os agentes com maior probabilidade de ser o alvo para as agressões físicas por parte dos mesmos. Assim, é fundamental, que o enfermeiro "estude" de imediato o seu utente, criando estratégias para minimizar os actos de violência.

quarta-feira, março 09, 2005

 

Cada vez mais fármacos vendidos na Internet

"As vendas de medicamentos através das "farmácias virtuais" e o seu envio por correio aumentaram nos últimos anos, refere o relatório anual da Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE).
"Na Internet são vendidos de forma rotineira narcóticos e substâncias psicotrópicas sem a necessária receita médica", lê-se. Estas vendas ilícitas incluem substâncias "com alto potêncial de uso abusivo", onde constam certos opiácios, estimulantes como as anfetaminas e benzodiazepinas (sedativos e indutores do sono). O organismo manifesta a sua preocupação pelo facto de na Internet não haver limitações de idade e os fármacos poderem ser comprados por crianças e adolescentes, o que já acontece nos Estados Unidos, refere-se. Por outro lado, coloca-se a questão de autenticidade e qualidade dos remédios vendidos por esta via, sendo muito mais caros do que os adquiridos em farmácias licenciadas. Neste sentido, a OICE criou em Abril de 2004, um grupo de peritos que vão estudar o problema para depois recomendarem formas de acção."


In Público (2 de Março de 2oo5)
Relativamente a este assunto, não concordo com a venda de fármacos na Internet. Pelo facto, de não se garantir a segurança do cliente e liberalizar a venda que pode ser prejudicial à saúde. Além do preço e qualidade deixarem aquém das expectactivas.
Como podemos constatar no artigo, as vantagens são poucas e as desvantagens sobressaem ao longo do artigo.

 

Os Jovens e os Métodos Contraceptivos

Actualmente os jovens iniciam a sua vida sexual cada vez mais cedo, como tal é necessário actuar na área da informação aos jovens, acerca dos meios contraceptivos, do seu modo de utilização e dos riscos que correm caso não utilizem qualquer tipo de concraceptivo.

O
Jornal de Noticias faz alusão a um estudo feito sobre "As práticas contraceptivas das mulheres portuguesas", realizado pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia e pela Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, com o apoio de Janssen-Cilag. Este estudo foi realizado através de entrevista directa a 3858 mulheres entre os 15-49 anos, no período de Novembro de 2004 e Fevereiro de 2005.

Com este estudo foi possível chegar às seguintes conclusões:

- 11,2% das mulheres já utilizaram a pílula do dia seguinte;
- 32,9% das adolescentes já utilizaram a pílula do dia seguinte;
- 16% das jovens não usam qualquer tipo de protecção;
- grande maioria apresenta conhecimentos acerca dos métodos contraceptivos apesar de muitas vezes não aplicarem estes conhecimentos, visto que 70% das mulheres quando se esquece de tomar a pílula não avisa o médico.

Apesar de tudo as mulheres mantêm-se bem informadas:

- 90% identificou diferentes tipos de contraceptivos disponíveis (pílula, preservativo masculino, laqueação tubária)
- 50 a 60% referem outros métodos (adesivo transdérmico, implante subcutâneo e anel vaginal)

Como métodos mais utilizados temos a pílula (88,3%), o preservativo (66,5%) e ainda 22,9% afirmam que já utilizaram o coito interrompido, método este que não tem elevado grau de eficácia. 18,9% das adolescentes e 35,9% das mulheres (20-29 anos) desconfiaram de uma gravidez não desejada.

Ainda algumas observações do estudo, uma em cada seis adolescentes portuguesas assume ser sexualmente activa sem utilizar qualquer método contraceptivo, sendo nesta faixa etária que utilizam mais a pílula do dia seguinte. muitas jovens não conhecem as doenças sexualmente transmissíveis , apenas têm conhecimento da SIDA, que por si só ja é grave, mas não conhecem mais nenhuma.

É facto consumado que as mulheres iniciam a sua vida sexual cada vez mais precoce. A cada dia que passa torna-se mais importante apostar na prevenção e nos ensinos às adolescentes e mulheres acerca dos métodos contraceptivos, modo de os utilizar, as consequencias de os não utilizar e das doenças sexualmente transmissíveis.

O ideal seria os pais adoptarem uma postura de educadores do que toca a esta àrea, o que nem sempre acontece devido à sua falta de conhecimentos, devido à sua própria educação, e devido ao factor vergonha.
Portanto, devia ser obrigatório em todas as escolas existir acções de formação a nível da educação sexual. Os jovens devem ser sensibilizados para a transmissão sexual de doenças, devem ser incentivados para a consulta de planeamento familiar onde podem esclarecer todos as dúvidas e adequirir
métodos contraceptivos.

Existe um basto leque de
métodos contraceptivos que podem ser utilizados:
-
Pílula
-
Preservativo
- DIU
- Espermicidas
- Implante
- Diafragma
-
Pílula do dia seguinte (contracepção de urgência)
- Laqueação das trompas
- Vasectomia


VAMOS APOSTAR NA INFORMAÇÃO E NA PREVENÇÃO.

quarta-feira, março 02, 2005

 

Notificados quase 26 mil casos de HIV

"No ano passado, mais de 2594 infecções pelo vírus da Sida chegaram ao conhecimento das autoridades portuguesas, fazendo subir para 25.968 os casos de doença oficialmente registados no país desde o inicio da epidemia.
O relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica da Doenças Transmissíveis, que compila as notificaçõe médicas da doença, revela que aenas 1056 dos casos registados em 2004 tinham sido diagnosticados durante esse ano.
Os restantes foram detectados anteriormente pelos médicos, mas só foram reportados ao centro no ano paaasdo - um problema reconhecido de subnotificação, que levam a que os dados disponíveis não espelhem necessariamente a realidade do país.
Os números divulgados na pgina da Comissão Nacional de Luta contra a Sida na Internet revelam qe a infecção continua a crescer entre heterossexuais, que representam mais de metade dos casos conhecidos, decendo proporcionalmente entre os toxicodependentes.
A infecção de pessoas com mais de 55 anos é outra das tendências que se registam desde 2000.
Foi a partir desse ano que os médicos começaram também a especificar a infecção de grávidas com o vírus da Sida. Nos últimos quatro anos, foram registadas 2788 infecções em grávidas, a esmagadora maioria (87.5%) das quais contagiadas por via sexual.
Em 2004, foram diagnosticadas no páis mais de 66 mulhres grávidas com o vírus da imunodeficiência humana. Quatro delas encontravam-se já em fase declarada da doença."

In Público (2 de Março de 2005)

 

Consumo de antidepressivos aumentou 45% nos últimos cinco anos

" O consumo de medicamentos antidepressivos aumentou 45% nos úçtimos cinco anos: em 2000 foram comprados em Portugal cerca de quatro milhões de embalagens, no ano passado foram quase seis milhões. É o que revelam dados fornecidos pelo Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED). Os ansioliticos e tranquilizantes seguem a mesma tendência de subida.
Os antidepressivos estão a ser cada vez dispensados pelos médicos portugueses. De 2003 para 2004 a venda total de embalagens de medicamentos em farmácias subiu 2.5 por cento, mas no sub-grupo dos antidepressivos o crescimento ascendeu a 1 por cento (mais 627.467 caixas)- de cerca de cinco milhões passou-se para quase seis milhões. As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e o Norte são recordistas.
Comparando 2000 com o ano passado, constacta-se que a tendência de subida é ainda mais acentuada: o consumo de antidepressivos cresceu cerca de 45%. Já dados anteriores, de 1995 e 2001, apontavam para incrementos enormes: uma duplicação (102.8%) no número de embalagens dispensadas, refere um estudo do Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde, dispnivel em www.infarmed.pt.
Olhando para outra das classes terapêuticas dos chamados psicifarmacos- ansiolíticos (reduzem a ansiedade), sedativos (tranquilizantes) e hipnóticos (induzem o sono) - a tendência é a mesma. O conjunto destes fármacos, designam-se por benzodiazepinas, sofreu um aumento de 4% entre 2003 e 2004. De 2000 até ao ano passado a venda de embalagens subiu 27%: de perto de 17 milhões passou para mais de 21 milhões.

Um problema de saúde pública:
Carlos Lopes Pires, professo de Psicologia da saúde na Universidade de Coimbra, considera o cosumo de antidepressivos como um problema de saúde pública.
Os aumentos na sua comparticipação e a proliferação de genéricos levaram ao abaixamento de preços e contribuiram para a maior adesão, explica. Ao mesmo tempo, "vulgarizou-se a ideia de que não trazem problemas de saúde, que não provocam dependência", sustenta. E tanto médicos como doentes consideram-nos eficazes.
Há, no entanto, casos de "super-medicação". Não é raro ver uma pessoa a tomar dois antidepressivos e várias benzodiazepinas por tempo indeterminado." Na sua opinião, "há um laxismo, é facil ir prescrevendo" e a informação que os médicos recebem é a da própria indústria farmacêutica.
João Cabral Fernades, psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, afirma que a prescrição de antidepressivos "é um indicador alarmante do sofrimento mental das populações". são afectadas, diz, as pessoas mais frágeis e com falta de perspectivas de futuro, ainda mais vivendo-se uma situação de aumento do desemprego e com idosos sem apoios sociais.
O médico considera que a prescrição de antidepressivos é a via "mais fácil" para os médics, mas também para a "mais frágil", porque "resolve o problma a cuto prazo mas não o soluciona e pode criar dependência". As depressões necessitariam de acompanhamento psicoterapêutico, defende.
O vicepresidente do Infarmed e um dos autores de estudos sobre o consumo de antidepressivos e benzodiazepinas e Portugal, António Faria Vaz, afirma que o problema não se limita ao acto da prescrição, tem raízes sociais mais profundas que devem ser investigadas pelo Ministério da Saúde. Até porque, garante, muitas vezes a prescrição resulta da pressão de doentes, em situação de sofrimento, sobre o próprio médico.
Um estudo do Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde afirma que as benzodiazepinas poderão ser a causa se dependência físca e psíquica, mas que "tal não se materializou na prática clínica". O uso prolongado destes fármacos é mais comum em idosos do que em pessoas mais novas, refere a investigação."

Catarina Gomes in Público (2 de Março de 2005)

 

Enfermeiro

ENFERMEIRO

Funções:

- Nos Hospitais e Centros de Saúde, encaminha os utentes, ocupa-se da utilização do material médico-hospitalar e da preparação e administração de medicamentos e refeições, coordena e supervisiona o trabalho de técnicos e auxiliares de enfermagem, regista todos os dados pertinentes no processo do doente.
- A nível dos cuidados pré e pós operatórios, controla os sinais vitais do utente, opera aparelhos médicos, interpreta exames e cuida da recuperação pós anestésica.
- Actua na área da prevenção e promoção da saúde.


Requisitos:

- Saber privilegiar a relação com o utente mas ter uma grande capacidade de abstracção e “sangue frio”;
- Ter consciência de que esta profissão exige dedicação total (o que inclui trabalhar por turnos), pelo que deve estar preparado para uma profissão de horários rotativos que dão origem a perturbações na vida familiar e social;
- Capacidade para se adaptar a novas técnicas que vão surgindo.
- Em suma: Saber, Saber ser, Saber estar, Saber fazer…E acima de tudo amar!

Onde exercer:

- Hospitais (Serviço de Medicina, Cirurgia, Obstetrícia, Ortopedia, Neurocirurgia, Ginecologia, Cuidados Intensivos, Bloco Operatório, Urgências, INEM, VEMER…);

- Centros de Saúde (Saúde escolar, creches, serviço domiciliário…);

- Misericórdias (Lares de Idosos…);

- Clínicas Privadas;

- Docência (público e particular).


Mercado de Trabalho:

Segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, faltam em Portugal, oficialmente, cerca de 12 mil Enfermeiros.
No entanto a realidade é outra, as verbas são poucas para contratar estes 12 mil enfermeiros que faltam nos nossos hospitais, sobrecarregando assim os enfermeiros que lá trabalham pondo em causa a qualidade dos cuidados de saúde (o tempo torna-se um factor limitante passando a perspectiva holística do utente para segundo plano).

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