Terça-feira, Março 15, 2005
Enfermagem merece respeito
O Enfermeiro tem uma profissão que assenta essencialmente na colectividade e na saúde do ser humano, e deve ter sempre presente dignidade, humildade, competência e responsabilidade. Deve actuar na prevenção e recuperação da saúde tendo sempre assente a ética legal. As suas intervenções devem ir sempre de encontro a satisfazer as necessidade da saúde da população.
A Enfermagem requer assim respeito, conscialização por parte da população, visto serem considerados a quinta maior força de trabalho na saúde a nivel mundial. Esta conquista foi graças ao esforço de profissionais competentes, sacrificios, horas de sono perdidas, cursos de actualização, especialização, mestrado, doutoramento entre outras.
Podemos então afirmar que a Enfermagem conquistou um trajecto glorioso e reconhecimento mundial. Embora muita gente desprovida de conhecimento não lhe atribua o devido valor pois pensam tratar-se apenas de uma valorização pessoal e não tem noçaõ que é uma actividade voltada para o cuidar.
A violência contra os Profissionais de Saúde no local de Trabalho
A violência contra os Profissionais de Saúde no local de Trabalho.
No dia 11 de Novembro de 2004 a Ordem dos Médicos realizou um Seminário com o tema "Violência contra os profissionais de saúde no local de trabalho". Para a sua realização, recorreram a estudos que indicam que metade dos profissionais já sofreu actos violentos no desempenho das suas funções.
No evento foram apresentados estudos que mostram que 50% dos profissionais foram alvo de actos violentos nos últimos 12 meses, aumentando este valor para 60% quando o local de trabalho é o centro de saúde, o que, segundo André Biscaia, da organização, tem "consequências importantíssimas na qualidade assistencial". O médico diz, ainda, em declarações à Lusa, que os profissionais que sofreram actos violentos sofreram mais de uma vez, e estes têm mais ausências no serviço.
Qualquer Profissional de Saúde que no decorrer das suas funções profissionais é alvo de uma agressão física por parte dos utentes, vai ficar perturbado psicológicamente, fazendo com que os cuidados passem a ser prestados de uma forma menos eficaz.
Os Enfermeiros, como sendo um dos profissionais de saúde que está mais vezes em contacto com os utentes, são os agentes com maior probabilidade de ser o alvo para as agressões físicas por parte dos mesmos. Assim, é fundamental, que o enfermeiro "estude" de imediato o seu utente, criando estratégias para minimizar os actos de violência.
Quarta-feira, Março 09, 2005
Cada vez mais fármacos vendidos na Internet
"As vendas de medicamentos através das "farmácias virtuais" e o seu envio por correio aumentaram nos últimos anos, refere o relatório anual da Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE).
"Na Internet são vendidos de forma rotineira narcóticos e substâncias psicotrópicas sem a necessária receita médica", lê-se. Estas vendas ilícitas incluem substâncias "com alto potêncial de uso abusivo", onde constam certos opiácios, estimulantes como as anfetaminas e benzodiazepinas (sedativos e indutores do sono). O organismo manifesta a sua preocupação pelo facto de na Internet não haver limitações de idade e os fármacos poderem ser comprados por crianças e adolescentes, o que já acontece nos Estados Unidos, refere-se. Por outro lado, coloca-se a questão de autenticidade e qualidade dos remédios vendidos por esta via, sendo muito mais caros do que os adquiridos em farmácias licenciadas. Neste sentido, a OICE criou em Abril de 2004, um grupo de peritos que vão estudar o problema para depois recomendarem formas de acção."
"Na Internet são vendidos de forma rotineira narcóticos e substâncias psicotrópicas sem a necessária receita médica", lê-se. Estas vendas ilícitas incluem substâncias "com alto potêncial de uso abusivo", onde constam certos opiácios, estimulantes como as anfetaminas e benzodiazepinas (sedativos e indutores do sono). O organismo manifesta a sua preocupação pelo facto de na Internet não haver limitações de idade e os fármacos poderem ser comprados por crianças e adolescentes, o que já acontece nos Estados Unidos, refere-se. Por outro lado, coloca-se a questão de autenticidade e qualidade dos remédios vendidos por esta via, sendo muito mais caros do que os adquiridos em farmácias licenciadas. Neste sentido, a OICE criou em Abril de 2004, um grupo de peritos que vão estudar o problema para depois recomendarem formas de acção."
In Público (2 de Março de 2oo5)
Relativamente a este assunto, não concordo com a venda de fármacos na Internet. Pelo facto, de não se garantir a segurança do cliente e liberalizar a venda que pode ser prejudicial à saúde. Além do preço e qualidade deixarem aquém das expectactivas.
Como podemos constatar no artigo, as vantagens são poucas e as desvantagens sobressaem ao longo do artigo.
Os Jovens e os Métodos Contraceptivos
Actualmente os jovens iniciam a sua vida sexual cada vez mais cedo, como tal é necessário actuar na área da informação aos jovens, acerca dos meios contraceptivos, do seu modo de utilização e dos riscos que correm caso não utilizem qualquer tipo de concraceptivo.
O Jornal de Noticias faz alusão a um estudo feito sobre "As práticas contraceptivas das mulheres portuguesas", realizado pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia e pela Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, com o apoio de Janssen-Cilag. Este estudo foi realizado através de entrevista directa a 3858 mulheres entre os 15-49 anos, no período de Novembro de 2004 e Fevereiro de 2005.

Com este estudo foi possível chegar às seguintes conclusões:
- 11,2% das mulheres já utilizaram a pílula do dia seguinte;
- 32,9% das adolescentes já utilizaram a pílula do dia seguinte;
- 16% das jovens não usam qualquer tipo de protecção;
- grande maioria apresenta conhecimentos acerca dos métodos contraceptivos apesar de muitas vezes não aplicarem estes conhecimentos, visto que 70% das mulheres quando se esquece de tomar a pílula não avisa o médico.
Apesar de tudo as mulheres mantêm-se bem informadas:
- 90% identificou diferentes tipos de contraceptivos disponíveis (pílula, preservativo masculino, laqueação tubária)
- 50 a 60% referem outros métodos (adesivo transdérmico, implante subcutâneo e anel vaginal)
Como métodos mais utilizados temos a pílula (88,3%), o preservativo (66,5%) e ainda 22,9% afirmam que já utilizaram o coito interrompido, método este que não tem elevado grau de eficácia. 18,9% das adolescentes e 35,9% das mulheres (20-29 anos) desconfiaram de uma gravidez não desejada.
Ainda algumas observações do estudo, uma em cada seis adolescentes portuguesas assume ser sexualmente activa sem utilizar qualquer método contraceptivo, sendo nesta faixa etária que utilizam mais a pílula do dia seguinte. muitas jovens não conhecem as doenças sexualmente transmissíveis , apenas têm conhecimento da SIDA, que por si só ja é grave, mas não conhecem mais nenhuma.
É facto consumado que as mulheres iniciam a sua vida sexual cada vez mais precoce. A cada dia que passa torna-se mais importante apostar na prevenção e nos ensinos às adolescentes e mulheres acerca dos métodos contraceptivos, modo de os utilizar, as consequencias de os não utilizar e das doenças sexualmente transmissíveis.
O ideal seria os pais adoptarem uma postura de educadores do que toca a esta àrea, o que nem sempre acontece devido à sua falta de conhecimentos, devido à sua própria educação, e devido ao factor vergonha.
Portanto, devia ser obrigatório em todas as escolas existir acções de formação a nível da educação sexual. Os jovens devem ser sensibilizados para a transmissão sexual de doenças, devem ser incentivados para a consulta de planeamento familiar onde podem esclarecer todos as dúvidas e adequirir métodos contraceptivos.
Existe um basto leque de métodos contraceptivos que podem ser utilizados:
- Pílula
- Preservativo
- DIU
- Espermicidas
- Implante
- Diafragma
- Pílula do dia seguinte (contracepção de urgência)
- Laqueação das trompas
- Vasectomia
VAMOS APOSTAR NA INFORMAÇÃO E NA PREVENÇÃO.
O Jornal de Noticias faz alusão a um estudo feito sobre "As práticas contraceptivas das mulheres portuguesas", realizado pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia e pela Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, com o apoio de Janssen-Cilag. Este estudo foi realizado através de entrevista directa a 3858 mulheres entre os 15-49 anos, no período de Novembro de 2004 e Fevereiro de 2005.

Com este estudo foi possível chegar às seguintes conclusões:
- 11,2% das mulheres já utilizaram a pílula do dia seguinte;
- 32,9% das adolescentes já utilizaram a pílula do dia seguinte;
- 16% das jovens não usam qualquer tipo de protecção;
- grande maioria apresenta conhecimentos acerca dos métodos contraceptivos apesar de muitas vezes não aplicarem estes conhecimentos, visto que 70% das mulheres quando se esquece de tomar a pílula não avisa o médico.
Apesar de tudo as mulheres mantêm-se bem informadas:
- 90% identificou diferentes tipos de contraceptivos disponíveis (pílula, preservativo masculino, laqueação tubária)
- 50 a 60% referem outros métodos (adesivo transdérmico, implante subcutâneo e anel vaginal)
Como métodos mais utilizados temos a pílula (88,3%), o preservativo (66,5%) e ainda 22,9% afirmam que já utilizaram o coito interrompido, método este que não tem elevado grau de eficácia. 18,9% das adolescentes e 35,9% das mulheres (20-29 anos) desconfiaram de uma gravidez não desejada.
Ainda algumas observações do estudo, uma em cada seis adolescentes portuguesas assume ser sexualmente activa sem utilizar qualquer método contraceptivo, sendo nesta faixa etária que utilizam mais a pílula do dia seguinte. muitas jovens não conhecem as doenças sexualmente transmissíveis , apenas têm conhecimento da SIDA, que por si só ja é grave, mas não conhecem mais nenhuma.
É facto consumado que as mulheres iniciam a sua vida sexual cada vez mais precoce. A cada dia que passa torna-se mais importante apostar na prevenção e nos ensinos às adolescentes e mulheres acerca dos métodos contraceptivos, modo de os utilizar, as consequencias de os não utilizar e das doenças sexualmente transmissíveis.
O ideal seria os pais adoptarem uma postura de educadores do que toca a esta àrea, o que nem sempre acontece devido à sua falta de conhecimentos, devido à sua própria educação, e devido ao factor vergonha.
Portanto, devia ser obrigatório em todas as escolas existir acções de formação a nível da educação sexual. Os jovens devem ser sensibilizados para a transmissão sexual de doenças, devem ser incentivados para a consulta de planeamento familiar onde podem esclarecer todos as dúvidas e adequirir métodos contraceptivos.
Existe um basto leque de métodos contraceptivos que podem ser utilizados:
- Pílula
- Preservativo
- DIU
- Espermicidas
- Implante
- Diafragma
- Pílula do dia seguinte (contracepção de urgência)
- Laqueação das trompas
- Vasectomia
VAMOS APOSTAR NA INFORMAÇÃO E NA PREVENÇÃO.
Quarta-feira, Março 02, 2005
Notificados quase 26 mil casos de HIV
"No ano passado, mais de 2594 infecções pelo vírus da Sida chegaram ao conhecimento das autoridades portuguesas, fazendo subir para 25.968 os casos de doença oficialmente registados no país desde o inicio da epidemia.
O relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica da Doenças Transmissíveis, que compila as notificaçõe médicas da doença, revela que aenas 1056 dos casos registados em 2004 tinham sido diagnosticados durante esse ano.
Os restantes foram detectados anteriormente pelos médicos, mas só foram reportados ao centro no ano paaasdo - um problema reconhecido de subnotificação, que levam a que os dados disponíveis não espelhem necessariamente a realidade do país.
Os números divulgados na pgina da Comissão Nacional de Luta contra a Sida na Internet revelam qe a infecção continua a crescer entre heterossexuais, que representam mais de metade dos casos conhecidos, decendo proporcionalmente entre os toxicodependentes.
A infecção de pessoas com mais de 55 anos é outra das tendências que se registam desde 2000.
Foi a partir desse ano que os médicos começaram também a especificar a infecção de grávidas com o vírus da Sida. Nos últimos quatro anos, foram registadas 2788 infecções em grávidas, a esmagadora maioria (87.5%) das quais contagiadas por via sexual.
Em 2004, foram diagnosticadas no páis mais de 66 mulhres grávidas com o vírus da imunodeficiência humana. Quatro delas encontravam-se já em fase declarada da doença."
O relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica da Doenças Transmissíveis, que compila as notificaçõe médicas da doença, revela que aenas 1056 dos casos registados em 2004 tinham sido diagnosticados durante esse ano.
Os restantes foram detectados anteriormente pelos médicos, mas só foram reportados ao centro no ano paaasdo - um problema reconhecido de subnotificação, que levam a que os dados disponíveis não espelhem necessariamente a realidade do país.
Os números divulgados na pgina da Comissão Nacional de Luta contra a Sida na Internet revelam qe a infecção continua a crescer entre heterossexuais, que representam mais de metade dos casos conhecidos, decendo proporcionalmente entre os toxicodependentes.
A infecção de pessoas com mais de 55 anos é outra das tendências que se registam desde 2000.
Foi a partir desse ano que os médicos começaram também a especificar a infecção de grávidas com o vírus da Sida. Nos últimos quatro anos, foram registadas 2788 infecções em grávidas, a esmagadora maioria (87.5%) das quais contagiadas por via sexual.
Em 2004, foram diagnosticadas no páis mais de 66 mulhres grávidas com o vírus da imunodeficiência humana. Quatro delas encontravam-se já em fase declarada da doença."
In Público (2 de Março de 2005)
Consumo de antidepressivos aumentou 45% nos últimos cinco anos
" O consumo de medicamentos antidepressivos aumentou 45% nos úçtimos cinco anos: em 2000 foram comprados em Portugal cerca de quatro milhões de embalagens, no ano passado foram quase seis milhões. É o que revelam dados fornecidos pelo Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED). Os ansioliticos e tranquilizantes seguem a mesma tendência de subida.
Os antidepressivos estão a ser cada vez dispensados pelos médicos portugueses. De 2003 para 2004 a venda total de embalagens de medicamentos em farmácias subiu 2.5 por cento, mas no sub-grupo dos antidepressivos o crescimento ascendeu a 1 por cento (mais 627.467 caixas)- de cerca de cinco milhões passou-se para quase seis milhões. As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e o Norte são recordistas.
Comparando 2000 com o ano passado, constacta-se que a tendência de subida é ainda mais acentuada: o consumo de antidepressivos cresceu cerca de 45%. Já dados anteriores, de 1995 e 2001, apontavam para incrementos enormes: uma duplicação (102.8%) no número de embalagens dispensadas, refere um estudo do Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde, dispnivel em www.infarmed.pt.
Olhando para outra das classes terapêuticas dos chamados psicifarmacos- ansiolíticos (reduzem a ansiedade), sedativos (tranquilizantes) e hipnóticos (induzem o sono) - a tendência é a mesma. O conjunto destes fármacos, designam-se por benzodiazepinas, sofreu um aumento de 4% entre 2003 e 2004. De 2000 até ao ano passado a venda de embalagens subiu 27%: de perto de 17 milhões passou para mais de 21 milhões.
Um problema de saúde pública:
Carlos Lopes Pires, professo de Psicologia da saúde na Universidade de Coimbra, considera o cosumo de antidepressivos como um problema de saúde pública.
Os aumentos na sua comparticipação e a proliferação de genéricos levaram ao abaixamento de preços e contribuiram para a maior adesão, explica. Ao mesmo tempo, "vulgarizou-se a ideia de que não trazem problemas de saúde, que não provocam dependência", sustenta. E tanto médicos como doentes consideram-nos eficazes.
Há, no entanto, casos de "super-medicação". Não é raro ver uma pessoa a tomar dois antidepressivos e várias benzodiazepinas por tempo indeterminado." Na sua opinião, "há um laxismo, é facil ir prescrevendo" e a informação que os médicos recebem é a da própria indústria farmacêutica.
João Cabral Fernades, psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, afirma que a prescrição de antidepressivos "é um indicador alarmante do sofrimento mental das populações". são afectadas, diz, as pessoas mais frágeis e com falta de perspectivas de futuro, ainda mais vivendo-se uma situação de aumento do desemprego e com idosos sem apoios sociais.
O médico considera que a prescrição de antidepressivos é a via "mais fácil" para os médics, mas também para a "mais frágil", porque "resolve o problma a cuto prazo mas não o soluciona e pode criar dependência". As depressões necessitariam de acompanhamento psicoterapêutico, defende.
O vicepresidente do Infarmed e um dos autores de estudos sobre o consumo de antidepressivos e benzodiazepinas e Portugal, António Faria Vaz, afirma que o problema não se limita ao acto da prescrição, tem raízes sociais mais profundas que devem ser investigadas pelo Ministério da Saúde. Até porque, garante, muitas vezes a prescrição resulta da pressão de doentes, em situação de sofrimento, sobre o próprio médico.
Um estudo do Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde afirma que as benzodiazepinas poderão ser a causa se dependência físca e psíquica, mas que "tal não se materializou na prática clínica". O uso prolongado destes fármacos é mais comum em idosos do que em pessoas mais novas, refere a investigação."
Os antidepressivos estão a ser cada vez dispensados pelos médicos portugueses. De 2003 para 2004 a venda total de embalagens de medicamentos em farmácias subiu 2.5 por cento, mas no sub-grupo dos antidepressivos o crescimento ascendeu a 1 por cento (mais 627.467 caixas)- de cerca de cinco milhões passou-se para quase seis milhões. As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e o Norte são recordistas.
Comparando 2000 com o ano passado, constacta-se que a tendência de subida é ainda mais acentuada: o consumo de antidepressivos cresceu cerca de 45%. Já dados anteriores, de 1995 e 2001, apontavam para incrementos enormes: uma duplicação (102.8%) no número de embalagens dispensadas, refere um estudo do Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde, dispnivel em www.infarmed.pt.
Olhando para outra das classes terapêuticas dos chamados psicifarmacos- ansiolíticos (reduzem a ansiedade), sedativos (tranquilizantes) e hipnóticos (induzem o sono) - a tendência é a mesma. O conjunto destes fármacos, designam-se por benzodiazepinas, sofreu um aumento de 4% entre 2003 e 2004. De 2000 até ao ano passado a venda de embalagens subiu 27%: de perto de 17 milhões passou para mais de 21 milhões.
Um problema de saúde pública:
Carlos Lopes Pires, professo de Psicologia da saúde na Universidade de Coimbra, considera o cosumo de antidepressivos como um problema de saúde pública.
Os aumentos na sua comparticipação e a proliferação de genéricos levaram ao abaixamento de preços e contribuiram para a maior adesão, explica. Ao mesmo tempo, "vulgarizou-se a ideia de que não trazem problemas de saúde, que não provocam dependência", sustenta. E tanto médicos como doentes consideram-nos eficazes.
Há, no entanto, casos de "super-medicação". Não é raro ver uma pessoa a tomar dois antidepressivos e várias benzodiazepinas por tempo indeterminado." Na sua opinião, "há um laxismo, é facil ir prescrevendo" e a informação que os médicos recebem é a da própria indústria farmacêutica.
João Cabral Fernades, psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, afirma que a prescrição de antidepressivos "é um indicador alarmante do sofrimento mental das populações". são afectadas, diz, as pessoas mais frágeis e com falta de perspectivas de futuro, ainda mais vivendo-se uma situação de aumento do desemprego e com idosos sem apoios sociais.
O médico considera que a prescrição de antidepressivos é a via "mais fácil" para os médics, mas também para a "mais frágil", porque "resolve o problma a cuto prazo mas não o soluciona e pode criar dependência". As depressões necessitariam de acompanhamento psicoterapêutico, defende.
O vicepresidente do Infarmed e um dos autores de estudos sobre o consumo de antidepressivos e benzodiazepinas e Portugal, António Faria Vaz, afirma que o problema não se limita ao acto da prescrição, tem raízes sociais mais profundas que devem ser investigadas pelo Ministério da Saúde. Até porque, garante, muitas vezes a prescrição resulta da pressão de doentes, em situação de sofrimento, sobre o próprio médico.
Um estudo do Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde afirma que as benzodiazepinas poderão ser a causa se dependência físca e psíquica, mas que "tal não se materializou na prática clínica". O uso prolongado destes fármacos é mais comum em idosos do que em pessoas mais novas, refere a investigação."
Catarina Gomes in Público (2 de Março de 2005)
Enfermeiro
ENFERMEIRO
Funções:
- Nos Hospitais e Centros de Saúde, encaminha os utentes, ocupa-se da utilização do material médico-hospitalar e da preparação e administração de medicamentos e refeições, coordena e supervisiona o trabalho de técnicos e auxiliares de enfermagem, regista todos os dados pertinentes no processo do doente.
- A nível dos cuidados pré e pós operatórios, controla os sinais vitais do utente, opera aparelhos médicos, interpreta exames e cuida da recuperação pós anestésica.
- Actua na área da prevenção e promoção da saúde.
Requisitos:
- Saber privilegiar a relação com o utente mas ter uma grande capacidade de abstracção e “sangue frio”;
- Ter consciência de que esta profissão exige dedicação total (o que inclui trabalhar por turnos), pelo que deve estar preparado para uma profissão de horários rotativos que dão origem a perturbações na vida familiar e social;
- Capacidade para se adaptar a novas técnicas que vão surgindo.
- Em suma: Saber, Saber ser, Saber estar, Saber fazer…E acima de tudo amar!
Onde exercer:
- Hospitais (Serviço de Medicina, Cirurgia, Obstetrícia, Ortopedia, Neurocirurgia, Ginecologia, Cuidados Intensivos, Bloco Operatório, Urgências, INEM, VEMER…);
- Centros de Saúde (Saúde escolar, creches, serviço domiciliário…);
- Misericórdias (Lares de Idosos…);
- Clínicas Privadas;
- Docência (público e particular).
Mercado de Trabalho:
Segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, faltam em Portugal, oficialmente, cerca de 12 mil Enfermeiros.
No entanto a realidade é outra, as verbas são poucas para contratar estes 12 mil enfermeiros que faltam nos nossos hospitais, sobrecarregando assim os enfermeiros que lá trabalham pondo em causa a qualidade dos cuidados de saúde (o tempo torna-se um factor limitante passando a perspectiva holística do utente para segundo plano).
Funções:
- Nos Hospitais e Centros de Saúde, encaminha os utentes, ocupa-se da utilização do material médico-hospitalar e da preparação e administração de medicamentos e refeições, coordena e supervisiona o trabalho de técnicos e auxiliares de enfermagem, regista todos os dados pertinentes no processo do doente.
- A nível dos cuidados pré e pós operatórios, controla os sinais vitais do utente, opera aparelhos médicos, interpreta exames e cuida da recuperação pós anestésica.
- Actua na área da prevenção e promoção da saúde.
Requisitos:
- Saber privilegiar a relação com o utente mas ter uma grande capacidade de abstracção e “sangue frio”;
- Ter consciência de que esta profissão exige dedicação total (o que inclui trabalhar por turnos), pelo que deve estar preparado para uma profissão de horários rotativos que dão origem a perturbações na vida familiar e social;
- Capacidade para se adaptar a novas técnicas que vão surgindo.
- Em suma: Saber, Saber ser, Saber estar, Saber fazer…E acima de tudo amar!
Onde exercer:
- Hospitais (Serviço de Medicina, Cirurgia, Obstetrícia, Ortopedia, Neurocirurgia, Ginecologia, Cuidados Intensivos, Bloco Operatório, Urgências, INEM, VEMER…);
- Centros de Saúde (Saúde escolar, creches, serviço domiciliário…);
- Misericórdias (Lares de Idosos…);
- Clínicas Privadas;
- Docência (público e particular).
Mercado de Trabalho:
Segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, faltam em Portugal, oficialmente, cerca de 12 mil Enfermeiros.
No entanto a realidade é outra, as verbas são poucas para contratar estes 12 mil enfermeiros que faltam nos nossos hospitais, sobrecarregando assim os enfermeiros que lá trabalham pondo em causa a qualidade dos cuidados de saúde (o tempo torna-se um factor limitante passando a perspectiva holística do utente para segundo plano).